Gioia - Odontologia Multidisciplinar

ORIENTANDO O PACIENTE

Veja abaixo orientações para um sorriso mais saúdavel

  • Odontologia e a primeira dentiçãoAbrir ou Fechar

    Erupção dentária

    A erupção dos dentes faz parte do processo de crescimento e desenvolvimento da face. A criança passa por diversas mudanças, desde o bebê, sem dentes, apenas com gengiva (rodetes gengivais), até o início da adolescência, quando a dentição permanente se completa.

    Os dentes de leite se formam no início da gestação (entre a sexta e a oitava semana de vida intra-uterina) e os permanentes, na vigésima semana de VIU.

    O irrompimento dos dentes de leite ocorre em torno do sexto mês de vida da criança e aos três anos ela já deve estar com os vinte dentes de leite que compõem a primeira fase da dentição.

    Quando os dentes estão para nascer, é normal o bebê babar muito, ficar irritado, demonstrar desconforto, apresentar estado febril, perder o apetite, levar a mão e objetos à boca, na tentativa de diminuir o incômodo e a coceira. Isso pode ser aliviado oferecendo ao bebê um mordedor de borracha ou massageador de gengiva.


    Mordedor com gel Dedeira de silicone




    Higiene Bucal

    A higiene bucal no bebê deve se iniciar o mais cedo possível, para que a criança se acostume ao hábito, praticando-o por toda a vida, tendo sempre dentes saudáveis e bonitos.

    A boca do bebê, na ausência dos dentes, deve ser higienizada quando houver acúmulo de leite, podendo ocasionar possível odor desagradável, com auxílio de uma fralda/gaze limpa e molhada em água filtrada. Outra opção são os lenços umedecidos específicos (Oral Wipes, da Fórmula & Ação). Não limpar em demasia a cavidade oral, pois os anticorpos do leite materno protegem a boca contra infecções.

    Quando os primeiros dentes aparecerem, já é necessário escová-los com escova própria para bebês (cabeça pequena, cerdas macias, cabo longo). Quando os dentes do fundo (molares) surgirem, pode-se colocar bem pouca quantidade de pasta infantil (menor que um grão de arroz), normalmente sem flúor, mas depende do risco à cárie dentária de cada criança. A partir dos quatro anos, quando a criança já sabe cuspir, utilizar uma pasta infantil convencional (1000 ppm de flúor), espalhando-a por toda a cabeça da escova, tirando o excesso com uma fralda, para que a criança não engula. Devemos escovar os dentes do bebê e da criança sempre depois das refeições e principalmente à noite, antes de dormir, após a última mamada (se o bebê/criança mama/come e dorme, sem escovar os dentes, há grande risco de ter cárie).

    LEMBRETES IMPORTANTES:

    O flúor é usado para fortalecer os dentes, tanto os de leite como os permanentes, deixando-os mais resistentes contra a cárie.

    A pasta de dente infantil com flúor, mesmo em pouca quantidade, atua prevenindo a cárie, por isso deve ser usada diariamente, mas com muito cuidado para a criança não engolir, pois isso pode prejudicar a formação dos dentes. A ingestão de flúor, principalmente nos primeiros anos de vida da criança (dos 0 aos 4 anos), pode causar problemas para os dentes permanentes em formação, que ficam com manchas brancas ou malformados (fluorose dental). Por isso, deve-se evitar que a criança engula a pasta de dente, além de usar pasta infantil até os oito anos e deixá-la sempre fora do alcance da criança.

    Os movimentos básicos que devem ser feitos durante a escovação são: “Bolinha” (movimento circular, na parte da frente dos dentes); “Trenzinho” (vai e vem, na parte de cima dos dentes) e “Vassourinha” (na direção da gengiva para o dente, na parte de dentro dos dentes), e lembrar de escovar sempre a língua. O fio dental deve ser utilizado antes da escova, entre os dentes, assim que se iniciam os contatos dentários.

    Aleitamento materno

    A amamentação deve ser incentivada, pois o leite materno é o alimento mais completo e digestivo para crianças, devendo ser exclusivo até o sexto mês de vida do bebê e complementando as refeições até um a dois anos de idade (segundo a OMS), evitando a introdução do leite de vaca, o qual pode ser muito alergênico. Apresenta ação imunizante, protegendo-as de diversas doenças. Crianças aleitadas ao peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo, diminuindo a probabilidade de câncer de mama, ajudando na involução do útero e evitando a depressão pós-parto.

    A amamentação apresenta reflexos futuros positivos na fala, respiração, deglutição e dentição. Consiste num importante exercício, a ordenha do peito materno: quando a criança é amamentada, está sendo alimentada e realiza exercício físico necessário para desenvolver corretamente suas bases ósseas e musculatura oral. Ao nascer, o bebê tem a mandíbula muito pequena e posicionada para trás (retrognatia), que alcançará equilíbrio no tamanho e posição em relação à maxila por meio do crescimento estimulado pela sucção do peito materno. Aleitar no peito não é fácil, por isso o bebê transpira. Esse exercício é o primeiro responsável no crescimento harmonioso da face e da dentição. Usando mamadeira, o movimento fica quase inexistente. A preferência do bebê por essa opção vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo aumentado no bico (nunca fazê-lo).

    Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a mamada é importante: a criança deverá ficar o mais verticalizada possível, o que também facilita a correta deglutição e o maior avanço mandibular.

    O aleitamento ajuda a evitar futuros problemas de maloclusão (mordida) como apinhamento dental (dentes "encavalados”), permite maxilares melhor desenvolvidos, bom alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos com tonicidade adequada ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se a respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, otites, pneumonias, respiração bucal, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, a cavidade oral se resseca, os dentes ficam mais expostos à cárie e as gengivas se inflamam. Os maxilares tendem a sofrer deformações (atresias) e os dentes se encavalam (falta de espaço nas arcadas dentárias).

    A amamentação prepara o bebê para a mastigação. A mamadeira costuma tornar-se uma “companheira” para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de lesões de cárie (cárie de mamadeira) e de subdesenvolvimento das estruturas faciais. A criança tende futuramente a recusar alimentos que requeiram mastigação.

    Atrelada à mamadeira, normalmente aparece a chupeta, que também costuma ser usada por muito tempo. Porém, o hábito de sucção de dedo é o mais prejudicial, afetando o posicionamento dos dentes, trazendo consequências danosas à fala e à respiração, além de muitas vezes comprometimento psicológico envolvido.

    Dieta e Cárie Dentária

    A partir dos seis meses, quando a mãe lentamente começa a introduzir outros alimentos (fase de transição ou alimentação complementar), deverá fazê-lo usando apenas utensílios corretos como copos e colheres, evitando o uso de mamadeira. Depois da amamentação, a correta mastigação continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos faciais. Muitas mães se queixam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras, frutas e carne (alimentos mais duros e fibrosos), apreciando apenas doces, iogurtes, macarrão, hamburger (alimentos pastosos). O hábito prolongado da mamadeira estimula uma incorreta mastigação, podendo acarretar problemas gástricos e de obesidade.

    Há necessidade de um controle sobre os alimentos a serem ingeridos pelo bebê. Não se deve introduzir o açúcar muito cedo na dieta da criança (por exemplo: não colocar açúcar/mel/achocolatados na mamadeira do bebê, apenas com indicação médica, e não adoçar a chupeta para dá-la à criança). Deve-se também evitar as mamadeiras noturnas (quando a criança já tiver dentes na boca) pois esse hábito pode causar “cárie de mamadeira”, onde há dor e grande destruição dos dentes da criança. Uma nutrição saudável e equilibrada é fundamental para o bom crescimento e desenvolvimento infantil, por isso, procure sempre o pediatra, nutricionista e o odontopediatra.

    Hábitos Bucais Deletérios

    Conforme os dentes vão aparecendo e a criança passa a comer alimentos pastosos a sólidos, deve-se retirar gradualmente a mamadeira e passar a oferecer todos os líquidos no copo. Os copos de transição podem ser usados por períodos curtos, pois, assim como o nome já diz, eles apenas ajudam a criança a transicionar da mamadeira para copo normal. A mamadeira/chupeta não devem ser usadas em crianças maiores de 2 anos, pois podem causar problemas de mordida e mau posicionamento dentário, além de problemas psicológicos. Sempre conversar com a criança, motivando-a e mostrando que ela cresceu e por isso não precisa mais da mamadeira ou chupeta (reforço positivo).

    A sucção de dedo, chupeta ou mamadeira é um fator que comumente interfere no desenvolvimento da criança, podendo levar a alterações orais, tais como: mordida aberta, mordida cruzada, inclinação dos dentes, atresia das arcadas, alterações no padrão de deglutição, fala e respiração, entre outras. O uso de bicos ortodônticos e de silicone podem minimizar essas alterações, mas a prevenção do hábito é a melhor opção.

    Atualmente é importante que copos e mamadeiras sejam “BPA free”, o que significa que o material do produto esteja livre de bisfenol A, componente do plástico que aos poucos passa para o alimento, sendo absorvido pelo corpo, podendo causar distúrbios no sistema hormonal e no sistema nervoso (cérebro), diabetes, danos ao coração e maior risco cancerígeno. As pesquisas científicas ainda estão em andamento mas para maior segurança, o uso do material foi proibido em copos e mamadeiras.

    A criança até os 2 anos de idade encontra-se na fase oral, em que a satisfação é centrada na cavidade bucal. Portanto, a sucção é importante e o aleitamento materno é recomendado. Em algumas crianças essa necessidade é maior. O cuidado é não deixar o hábito se tornar um vício. Esses hábitos devem ser removidos o quanto antes, e de forma gradativa, para que não se altere o equilíbrio psicológico e físico da criança.

    O odontopediatra orienta a melhor conduta e tratamento para cada caso, podendo encaminhar para outros profissionais da saúde, como o fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, pediatra (tratamento multidisciplinar).

    Quando o hábito é removido até cerca de 2 anos de idade, alterações bucais como a mordida aberta anterior podem se auto-corrigir. No entanto, a prevenção é a melhor opção. Algumas crianças tem uma maior necessidade de sucção ou não a fazem adequadamente na amamentação. Com isso, sentem necessidade de complementação com a sucção da chupeta ou do dedo, sendo sempre preferível o uso da chupeta. No entanto, esses hábitos devem ser evitados.

    A remoção da chupeta deve ser feita conversando com a criança, explicando o porquê da retirada, com reforço positivo, motivando com amor e compreensão. Deve-se usar criatividade, procurando distrair a criança e limitar gradualmente a freqüência de uso do hábito. O importante é não regredir as etapas já conquistadas.

    Desde o nascimento, a criança não deve ser acostumada a usar por muito tempo a chupeta. Ela deve ser oferecida apenas em momentos de tensão, não permitindo que a criança vicie seu uso. Nunca molhar a chupeta em mel ou outro líquido adoçado e não oferecer mais de uma por vez. Não a deixe pendurada na roupa da criança, evitando que fique sempre à sua disposição. Quando o bebê adormecer, remova-a da boca. Com esses cuidados, naturalmente a criança deixará de necessitar da chupeta. Caso já existam alterações bucais, o odontopediatra deve ser consultado, e o hábito deve ser removido o quanto antes. Sempre deve-se avaliar a individualidade da criança, procurando mostrar-lhe o problema causado, incentivando-a a largar o hábito pelo reforço positivo.

    Na remoção da mamadeira, pode diluir, com água, o leite da mamadeira, deixando-a menos saborosa, até que fique só água. Motivar a criança a usar copo de transição, desenhados e coloridos, no qual se coloca o leite normal que a criança gosta. Ela pode estar utilizando o bico da mamadeira só para succionar, sem ter a necessidade de ingerir o leite. Pode-se estimular também o uso do copo convencional com canudo. Oferece primeiro outros líquidos no copo para a criança se acostumar, e, em seguida, começa a ofertar o próprio leite no copo, removendo a mamadeira. Substitui o leite da mamadeira para o copo primeiramente nos horários mais fáceis, quando a criança está bem acordada. Por exemplo, inicia à tarde, depois de manhã e por último, à noite. Lembrar que a criança não deve “dormir mamando” pois há um grande risco de desenvolver a “cárie de mamadeira”. Realizar corretamente a escovação dental antes de dormir.

    Deve-se evitar a instalação do hábito de sucção de dedo, pois a sua remoção é mais difícil e trabalhosa, já que o dedo está sempre à disposição. A pressão que o dedo juntamente com a mão fazem nas arcadas dentárias é grande, sendo mais prejudicial que a chupeta. Podem ocorrer ferimentos e até deformidades nas regiões succionadas. No bebê, colocam-se luvas nas mãos, evitando a sucção, e oferta-se a chupeta de silicone. Para crianças maiores, muitas vezes há necessidade de uso de recursos/aparelhos ortopédicos funcionais e auxílio psicológico, pois o componente emocional é forte. O odontopediatra atua incentivando a criança e o núcleo familiar a vencerem esse hábito e trata as alterações bucais já existentes.

    Traumatismo dental

    Os traumatismos dentários na dentição decídua (dentes de leite) são frequentes e requerem cuidados necessários, pois não só prejudicam os dentes de leite mas também podem trazer graves comprometimentos aos permanents que estão em formação.

    Em caso de trauma, procurar imediatamente o odontopediatra ou o pronto-socorro, se a queda for mais grave.

    O acompanhamento clínico e radiográfico nesses casos se faz necessário a longo prazo, até a troca da dentição.

    O odontopediatra tem um papel importante na orientação, remoção e tratamento desses hábitos. Ele ajuda os pais, orientando sobre qual a melhor conduta e maneira de conversar com a criança, evitando a chantagem, punição e repressão. O profissional motivará a criança com modelos, fotos, pastas de motivação, estórias, facilitando esse processo. Além disso, em muitos casos, o tratamento precoce já se faz necessário.

    A primeira consulta odontológica deve ocorrer durante a gestação, quando o núcleo familiar está bastante receptivo para obter as informações de prevenção. Depois, o odontopediatra acompanhará o bebê na fase de erupção dos dentes, orientando a higienização oral nas diversas etapas, a correta dieta, como proceder quando os dentes começarem a irromper, prevenção da cárie e das maloclusões (problemas de mordida), entre outros conselhos. É importante acompanhar de perto o crescimento e desenvolvimento da criança, atuando na prevenção, motivação e promoção de saúde.

    Dra. Renata Egydio de Carvalho
    CROSP: 84581
    Odontopediatria e Ortopedia Funcional dos Maxilares

  • Como manter seu sorriso e de sua família saudáveisAbrir ou Fechar

    OS CUIDADOS COM A SAÚDE DOS DENTES DO BEBÊ COMEÇAM NA GESTAÇÃO:

    É preciso ter uma alimentação saudável e equilibrada durante a gestação


    A gestante deve fazer visitas regulares ao dentista para ficar com a gengiva e os dentes sadios. Não se esqueça: Mãe com dentes saudáveis, filho com sorriso bonito e saudável!



    OBS: a gravidez não “estraga” os dentes, mas mudanças hormonais na gestante podem alterar a composição de sua saliva, ficando mais fácil de ter cárie. Podem também ocorrer mais problemas de gengiva (gengivite gravídica). Por isso é importante que a gestante tenha mais atenção na escovação dos dentes e visite o dentista para lhe dar mais informações e orientações necessárias.


    Devemos saber que não se pode assoprar ou provar os alimentos com a mesma colher antes de dá-los à criança. Também não se deve beijá-las na boca, pois isso facilita que se passem bactérias do adulto para a criança, através da saliva. Porém, manifestações de carinho são sempre bem-vindas!


    O aleitamento materno é muito importante para a saúde e crescimento do bebê, sendo também um ato de AMOR. Portanto, deve ser praticado e incentivado!



    O uso da mamadeira deve ser evitado, preferindo o copinho:



    Ao usar a mamadeira, dar preferência aos bicos de silicone ortodônticos pois são menos danosos ao aparelho mastigatório e aos dentes que os bicos redondos convencionais de látex.


    ATENÇÃO: a mamadeira noturna causa CÁRIE: “cárie de mamadeira” (a noite foi feita para dormir por isso não se deve acostumar a criança a mamar durante a madrugada pois os restos de leite junto com um menor fluxo de saliva durante o sono ajudam no aparecimento de cárie nos dentes presentes).



    Fazer uso racional da CHUPETA!


    Não deixar a criança ficar o dia todo com ela na boca, usando-a só em horas determinadas: para dormir (retirando-a da boca da criança ao adormecer), quando ela estiver nervosa/agitada. A criança de 2 anos ou mais não deve fazer mais uso da chupeta, pois ela pode prejudicar o posicionamento dos dentes e das estruturas da boca. Preferir chupetas de bico de silicone e ortodôntico.




    O hábito de chupar o dedo é muito ruim e prejudicial, portanto não devemos permitir que a criança o faça. Nestes casos, o uso da chupeta é menos danoso que a sucção de dedo. Podemos usar artifícios como colocar luvas na criança evitando que ela coloque as mãos na boca.


    Quando os dentinhos começam a aparecer, eles “coçam” a gengiva. Para aliviar os sintomas desagradáveis, podemos dar para a criança diferentes tipos de mordedores e/ou massagear a gengiva com as dedeiras próprias.



    A limpeza dos dentes é muito importante e deve começar desde o aparecimento do primeiro dentinho, usando escovas de dente e pastas próprias para cada idade.



    Quando os dentes de leite “caem” (esfoliam), vão sendo substituídos por dentes novos, que são permanentes e devem ser muito bem cuidados. Quando o primeiro molar permanente erupciona na boca da criança, por volta dos 6 anos, nenhum dente de leite tem que cair para ele aparecer (ele erupciona atrás do último molar de leite), por isso devemos estar atentos para o seu surgimento.


    O trauma dental é muito comum na infância e a prevenção de acidentes (cair andando/correndo, queda contra objetos ou de objetos altos, escadas, etc.) é a melhor forma de evitá-lo. Em crianças maiores e adolescentes, muitos traumas dentais ocorrem durante a prática de esportes, por isso o uso de protetores bucais é indicado nessas atividades.


    A criança deve ter sempre uma alimentação adequada, conforme sua idade e crescimento.


    Não devemos colocar açúcar, mel, farinhas ou achocolatados (como Nescau, Toddy, etc.) na mamadeira (de leite, chá, suco) da criança, pois eles vão aumentar a chance da criança ter CÁRIE!


    Siga essas 4 importantes dicas para ter um sorriso saudável e bonito:



    1) Escove seus dentes após cada refeição, no mínimo 3 vezes por dia. Não se esqueça de escovar bem os dentes antes de dormir.


    2) Para fazer a limpeza completa dos dentes deve-se usar a escova de dentes + creme dental (com flúor) + fio dental.


    devemos usar sempre a escova e a pasta dental próprias para cada idade.

    nas crianças de até 8 anos, usar o creme dental infantil (que tem menor quantidade de flúor que a pasta convencional). Naquelas de 4 anos ou menos, usar uma quantidade bem pequena de pasta, colocando apenas nas primeiras cerdas da escova (~ a um grão de arroz), podendo optar pela pasta sem flúor dependendo do risco de cárie da criança.

    a pasta ajuda a deixar os dentes limpos e um bom hálito na boca. O flúor protege os dentes contra a cárie, deixando-os mais resistentes.

    • IMPORTANTE: não pode engolir pasta de dente! Se a criança engolir pasta pode prejudicar a formação dos dentes permanentes, que erupcionarão na boca com estrias/manchas brancas, que se chama FLUOROSE.




    3) Mantenha uma alimentação saudável e balanceada para que você e seus dentes fiquem fortes e bonitos.


    “Amigos” do dente: coma sempre verduras, legumes, frutas, leite, queijos, ovos, carnes magras, peixes




    É importante estimular a correta mastigação, que deve ocorrer com movimentos bilaterais, alternadando os lados. Para isso é necessário que a criança coma alimentos de consistência fibrosa, ajudando assim no crescimento das arcadas dentárias.


    “Inimigos” do dente: exemplos: chocolate, bolachas doces recheadas, balas, cicletes, pirulito, batata frita, salgadinhos, refrigerantes




    IMPORTANTE: Evite comer muitos doces e frituras, pois eles em excesso fazem mal aos dentes e à saúde.


    IMPORTANTE: Os doces e guloseimas são gostosos, mas é preciso ter hora certa para comê-los (depois das refeições). Lembrar sempre de escovar os dentes depois de se alimentar, principalmente após comer doces.



    4) Vá regularmente ao dentista para ele te ajudar a manter seus dentes limpos e toda sua boca saudável. Visite seu dentista no mínimo 2 vezes por ano.


    Não se esqueça que:


    • Além de escovar os dentes com escova e creme dental é preciso também usar o fio dental, pois ele limpa entre os dentes, em lugares onde a escova não alcança.




    Aprenda como escovar os dentes:


    devemos usar uma escova própria para cada idade e trocá-la por uma nova sempre que necessário, aproximadamente a cada 1 - 2 meses.


    Passos para uma correta escovação:


    1) Bolinha: posicione a escova levemente inclinada em direção à gengiva e faça movimentos circulares, pelo lado de fora, na frente e dos lados;


    2) Trenzinho: abra a boca e posicione a escova na superfície de cima dos dentes (na qual se morde, onde os dentes se tocam) e faça movimento de vai-e-vem;


    3) Vassourinha: para limpar a parte de dentro dos dentes, colocando a escova em posição e fazendo movimentos de cima para baixo e de baixo para cima;


    4) Não se esqueça de escovar sempre a língua




    Vamos aprender também a usar o FIO DENTAL:


    1) enrole um pedaço de fio (50cm) em volta do dedo médio ou indicador de cada mão;




    2) deslize o fio no espaço entre os dentes, suavemente, em direção à gengiva, até entrar delicadamente no sulco;


    3) curve o fio sobre a superfície do dente e movimente-o de cima para baixo (nos dentes superiores) e de baixo para cima (nos inferiores), fazendo um suave movimento de vai-e-vem, removendo assim a sujeira entre os dentes.




    Lembre-se de trocar a porção de fio dental de um dente para outro, colocando sempre um pedaço limpo no dente seguinte.


    As crianças devem receber ajuda dos pais ou de outro adulto para escovar seus dentes e passar o fio dental de maneira correta (a higiene bucal deve ser supervisionada por um responsável até pelo menos os 8 anos de idade da criança)


    Ações que devemos praticar:

    1) comer alimentos saudáveis, que são os “amigos” do dente, que ajudam você a crescer forte e bonito

    2) escovar os dentes após as refeições, principalmente à noite, antes de dormir, para não ter cárie, e ficar com um sorriso saudável

    3) visitar seu dentista regularmente


    Ações que NÃO devemos praticar:

    1) comer doces e guloseimas várias vezes ao dia (o correto é apenas depois das refeições, de forma equilibrada)

    2) não escovar os dentes depois de comer (o correto é escová-los, principalmente antes de dormir)


    Essas atitudes erradas fazem com que as bactérias da cárie estraguem os dentes, deixando-os sujos e feios, e ninguém quer ter um sorriso assim, não é mesmo?!




    Depois de ter aprendido como manter seus dentes limpos e fortes, conte a seus pais, irmãos e amigos, para que TODA A FAMÍLIA possa ter um SORRISO SAUDÁVEL E BRILHANTE!!!




    E não se esqueça, a CRIANÇA feliz e motivada de hoje é o ADULTO realizado e contente de amanhã!!!




    Dra Renata Egydio de Carvalho
    Odontopediatria e Ortopedia Funcional dos Maxilares
    CROSP: 84581

  • Dúvidas frequentes em OdontopediatriaAbrir ou Fechar

    1) Quais são os sinais que o bebê dá para os pais de que o dentinho está nascendo?
    A idade média para o nascimento dos primeiros dentes é por volta de 6 meses de idade. Um atraso em torno de mais 6 meses ainda é considerado dentro dos padrões da normalidade. Ao nascimento dos dentes do bebê, poderão ocorrer alguns sintomas, como coceira e abaulamento da gengiva, aumento da salivação, estado febril, fezes mais liquefeitas, diminuição do apetite, irritabilidade e desconforto.


    2) Como aliviar o desconforto?
    Para ajudar o irrompimento dos dentes e melhorar esse desconforto, deve-se oferecer ao bebê alimentos mais duros (por exemplo: cenoura, maça) e mordedores de borracha para massagear a gengiva. O uso da dedeira de silicone também pode auxiliar. Nos casos mais severos, onde a criança apresenta inapetência (dificuldade em se alimentar), procurar o odontopediatra para maiores orientações.


    3) Em relação a mamadeira, também é preciso saber escolher alguma especial?
    A sucção de dedo, chupeta ou mamadeira é um fator que pode interferir no desenvolvimento da criança, ocasionando alterações orais, tais como: mordida aberta, mordida cruzada, inclinação dos dentes, atresia das arcadas, alterações no padrão de deglutição, fala e respiração, entre outras. O uso de bicos ortodônticos e de silicone minimizam essas alterações, mas a prevenção do hábito é a melhor opção. A criança com até 2 anos de idade encontra-se na fase oral, em que a satisfação é centrada na cavidade bucal; portanto, a sucção é importante e o aleitamento materno bastante recomendado. Esses hábitos (sucção de dedo, chupeta ou mamadeira) devem ser removidos o quanto antes (até os 2 anos) e de forma gradativa, para que não se altere o equilíbrio psicológico e físico da criança.


    4) É prejudicial para os dentes das crianças os adultos dividirem alimentos com elas?
    Sim, pois a doença cárie e a doença periodontal (de gengiva) são infecto-contagiosas (causadas por bactérias) e transmissíveis. Se houver contato da saliva do adulto com a cavidade oral da criança (beijar na boca, oferecer alimento na mesma colher, assoprar a comida) essas bactérias podem ser transmitidas, possibilitando a instalação da doença na criança.


    5) Quais cuidados os pais devem ter para evitar estragos nos dentes das crianças?
    A higiene bucal no bebê deve se iniciar o mais cedo possível, para que essa criança se acostume a esse hábito, praticando-o por toda a sua vida, tendo sempre dentes saudáveis.

    Não se deve introduzir o açúcar cedo na dieta da criança (por exemplo: não colocar açúcar/mel/achocolatados na mamadeira do bebê, apenas com indicação médica, e não adoçar a chupeta para dá-la à criança). Deve-se também evitar o uso de mamadeiras noturnas (quando a criança já tiver dentes na boca) pois esse hábito pode causar “cárie de mamadeira”, onde há grande destruição dos dentes e dor. Deve-se usar o bico de silicone e do tipo ortodôntico para minimizar risco de maloclusões (alterações de mordida). Uma nutrição saudável e equilibrada é fundamental para o bom crescimento e desenvolvimento infantil.

    Lembrar sempre de usar uma escova dental adequada para cada idade, pasta infantil com flúor em pouca quantidade, sem deixar a criança engolir, e fio dental entre os dentes, depois da cada refeição, principalmente antes de dormir. Não se esqueça de escovar também a língua. Procurar o odontopediatra a cada 6 meses ou sempre que necessário para ele acompanhar e cuidar da saúde bucal do seu filho(a).

    A aplicação de flúor no consultório dentário deverá ser iniciada já na dentição de leite (dentição decídua), assim que esta esteja completa por volta dos 2 a 3 anos de idade. O flúor é um dos agentes importantes na redução da cárie dentária, em conjunto com outros métodos de prevenção, tais como a escovação com pasta contendo flúor e a dieta equilibrada (baixo consumo de sacarose), além do uso da água de abastecimento público fluoretada. No entanto, deve-se estar atento para que a criança não faça ingestão de pasta com flúor, especialmente na fase de 0 a 4 anos, pois isso pode causar alterações na formação do esmalte do dente permanente (FLUOROSE).


    6)”A escova dura parece limpar melhor os dentes”. Seu uso pode prejudicá-los?
    A escova ideal para dentes naturais deve ser macia ou extra macia porque, para uma boa escovação dental, é necessário higienizar a gengiva, e escovas duras, além de machucarem a gengiva, podem desgastar os dentes, provocando sensibilidade e retração gengival, podendo afetar a estética do sorriso e provocar dor.


    7)Existe uma escova de dentes apropriada para cada idade?
    O início da escovação é preconizado logo após o aparecimento dos primeiros dentes do bebê; a escova indicada é extra macia, limpando os dentes recém-erupcionados, massageando a gengiva e com cabo longo que permita uma boa empunhadura para o adulto que irá fazer a escovação. A partir dos 3 anos, a criança gosta, ela mesma, de fazer a escovação; nesse caso deve ser usada uma escova com a cabeça pequena, cerdas macias e que tenha uma proteção no longo eixo do cabo, para evitar acidentes; um adulto, entretanto, deve complementar a escovação. A partir dos 8 anos, a criança já consegue realizar a escovação sozinha, embora deva haver supervisão de um adulto.


    8)O que é escova interdental?
    A escova interdental é utilizada para a limpeza sob próteses fixas e em dentes com problemas periodontais. Para quem não tem doença periodontal, a escova interdental poderá forçar a gengiva e provocar um trauma na região; assim, o uso adequado do fio dental é aconselhável.


    9)As escovas elétricas podem substituir as escovas comuns?
    Normalmente as escovas elétricas são indicadas a pacientes especiais que tenham algum tipo de dificuldade motora para fazer uso da escova comum e especialmente a pacientes geriátricos que tenham alto risco às cáries e doença periodontal. O uso da escova elétrica serve de estímulo para que o paciente mantenha sua saúde bucal mesmo tendo dificuldades motoras. Quando forem indicadas, é importante salientar que sejam macias ou extra macias. Podem atuar na odontopediatria como motivação das crianças para a escovação mas sem substituir a escova convencional.


    10)Qual escova é indicada para quem usa aparelho fixo?
    A instrução e a motivação do paciente são os principais meios de prevenção, constituindo-se as escovas especiais como a bitufo, a sulcus (duas fileiras de cerdas) ou a orthodontic (cerdas com depressão em forma de V) em meios auxiliares no controle da higienização. O uso do passa-fio auxilia no uso do fio dental por esses pacientes.


    11)Qual é a escova indicada para higienizar aparelhos removíveis ou próteses removíveis?
    O paciente deve ter uma outra escova, diferente daquela usada para escovação dental. Ela pode ser média ou dura. Não utilizar creme dental nos aparelhos/próteses podendo higienizar com sabão neutro. Pode-se usar uma vez por semana as pastilhas efervescentes de Corega Tabs para limpeza mais profunda.


    12)Quanto tempo deve durar cada escovação?
    É necessário que não haja pressa. Deve-se realizar cerca de 10 movimentos a cada 2 ou 3 dentes, caprichando principalmente na escovação realizada à noite, após o jantar ou antes de dormir, limpando todos os dentes. Usa-se primeiro o fio dental e, em seguida, a escova, lembrando também de higienizar a língua. Esse processo deve demorar aproximadamente 5 minutos ou mais.


    13)Quantas vezes por dia é necessário escovar os dentes?
    Isso depende do risco do paciente à cárie ou à doença periodontal. Para pacientes considerados "normais", prescreve-se que se façam três escovações ao dia: pela manhã, após o almoço e após o jantar ou antes de dormir; contudo, deve-se saber que a higienização mais importante é aquela realizada à noite.


    Dra Renata Egydio de Carvalho
    Odontopediatria e OFM
    CROSP: 84581

  • Revista Bianchini Kids - Bye Bye ChupetaAbrir ou Fechar

    Dica importante para remover o habito prolongada de sucção de chupeta: limitar o número de chupetas para no máximo 3. Fazer pequenos furinhos com um alfinete gradativamente e igualmente em todas. No ato de sugar, a chupeta vai ficar "murcha" diminuindo o prazer da criança nesse ato. O importante é não comprar novas chupetas para que, com auxilio da família e muito reforço positivo, a criança deixe de considerar a chupeta necessária, trocando por outras atividades lúdicas.


  • Fluorose DentáriaAbrir ou Fechar

    1)O que é fluorose? Por que ocorre?
    A fluorose é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes. Ela se manifesta principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental; nesses casos, torna-se mais friável, mais fácil de desgastar fisiologicamente. Uma das causas da fluorose é a utilização de gotas e comprimidos contendo flúor (complexos vitamínicos). Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum é o dentifrício fluoretado (pasta de dente), que muitas crianças engolem durante a escovação. O enxaguatório contendo flúor também poderá agravar, se for indicado para crianças que ainda não tenham controle adequado da deglutição (apenas para crianças maiores de 6 anos).


    2)Durante a gravidez, deve-se ingerir suplementos de flúor?
    Não. Sabe-se que a principal ação preventiva do flúor é a tópica, ou seja, a que se dá pelo contato do flúor na boca com os dentes. Além disso, na gestante que ingerir suplementos com flúor, uma pequena parcela do flúor passa para o bebê por meio da placenta, podendo prejudicar a formação dos seus dentes.


    3)Pode ocorrer fluorose em dentes de leite?
    A fluorose em dentes decíduos (de leite) possui características semelhantes às da fluorose em dentes permanentes (manchamento dos dentes). Não é comum, pois ocorre principalmente nos dentes cuja mineralização se dá após o nascimento (dentes permanentes). A porção formada na vida intra-uterina, mesmo que a gestante ingerisse ligeiro excesso, receberia proteção da placenta, que é uma barreira semipermeável, deixando passar apenas uma parte do flúor circulante.


    4)Quando ocorre fluorose nos dentes de leite, os permanentes também serão acometidos?
    Não. A fluorose não passa de uma dentição para outra, pois ela ocorre durante o período de formação dos dentes, e dentes de leite e permanentes se formam em épocas diferentes. Mesmo na dentição permanente, ela pode afetar alguns dentes e não afetar outros, ou ainda afetar dentes diferentes com grau de severidade diversos. Tudo depende da época que ocorreu o excesso de ingestão e da época de formação dos dentes. O período de maior risco para a ocorrência de fluorose é do nascimento até os 6 anos de idade, quando estão se formando os dentes anteriores, pois se sabe que o maior problema da fluorose é relativo à estética.


    5)Os dentes com fluorose são mais fracos? Correm maior risco de ter cárie?
    Os dentes com fluorose são ligeiramente mais resistentes à cárie dental, mas não são imunes a ela. Portanto, se o indíviduo tiver dieta rica em acúcar e microrganismos (bactérias) cariogênicos, exibindo atividade de cárie, deve receber atenção preventiva e curativa tanto quanto outro paciente sem fluorose.


    6)Se usar dentifrício fluoretado para escovar os dentes de uma criança de 2 anos, ela correrá o risco de ter fluorose?
    Ela corre o risco de ter fluorose se o dentifrício for usado indiscriminadamente, sem cuidado ou supervisão. Se a criança engolir dentifrício regularmente, ela poderá apresentar fluorose, principalmente se morar em região com água de abastecimento fluoretada (como São Paulo). Isto ocorre porque nessa idade as crianças ainda não sabem controlar a deglutição e nem cuspir adequadamente e acabam ingerindo quantidade acima daquela segura para seu peso. Recomenda-se a utilização de quantidade mínima na escova de dentes (semelhante a um grão de arroz), sempre sob supervisão dos responsáveis e longe do alcance da criança. Pacientes menores de 3 anos, sem cárie, recomenda-se o uso de dentifrícios sem flúor (exemplos: Welleda, Malvatrikids Baby).


    7)Uma criança de 12 anos faz aplicação de flúor no dentista, usa pasta fluoretada e faz bochechos diariamente com solução fluoretada. Ele corre o risco de ter fluorose?
    Não, pois todos os seus dentes já estão com as coroas formadas nessa idade. Entretanto, nem sempre é necessário usar todos os tipos de produtos com flúor disponíveis no mercado: o dentifrício deve ser utilizado por todos os indivíduos, diariamente, mas bochechos com flúor e aplicações tópicas profissionais devem ser utilizados levando-se em consideração a atividade de cárie de cada paciente.


    8)O que fazer nos casos de fluorose?
    A descoberta da fluorose não traz grandes mudanças do ponto de vista prático, a não ser nos casos em que a estética é muito prejudicada e começa a incomodar o paciente. A maioria dos casos observados atualmente são de fluorose leve, em que as manchas ou linhas brancas ficam disfarçadas quando o dente está úmido, não sendo necessário tratamento; se for necessário melhorar a estética, existem algumas técnicas disponíveis. Mas, do ponto de vista prático, o mais importante é prevenir!

  • Odontopediatria e Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM)Abrir ou Fechar

    A ODONTOPEDIATRIA é o primeiro contato da criança com o dentista. O atendimento clínico é dirigido à prevenção, educação, motivação e acompanhamento periódico, buscando a saúde bucal do nosso pequeno paciente.

    Este acompanhamento inicia-se na gestante, com orientações sobre a saúde bucal, prosseguindo com o bebê desde os primeiros dentinhos, continuando por toda infância e adolescência, fazendo com que o paciente chegue à vida adulta com um sorriso saudável, sem medo do tratamento odontológico.

    Atuamos na prevenção e tratamento de: cárie dentária, alterações de mordida (maloclusão), problemas de gengiva, hábitos bucais deletérios (uso prolongado de mamadeira e chupeta, sucção de dedo, respiração bucal), dieta e higiene oral.

    A atuação precoce da ORTOPEDIA FUNCIONAL DOS MAXILARES, com ênfase na RNO (Reabilitação Neuroclusal) previne desequilíbrios de mordida, problemas articulares e esqueléticos, diagnosticando e tratamento as possíveis alterações já na dentição de leite, evitando problemas mais severos na dentição permanente.

    Há interação com as especialidades relacionadas, como a Pediatria, Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição, obtendo assim uma visão completa do paciente.

    O sucesso do tratamento depende de uma boa comunicação do Odontopediatra com a criança e sua família, para que os ensinamentos do consultório sejam levados para o seu dia-dia, crescendo saudável e feliz!


    Dra. Renata Egydio de Carvalho
    Especialista USP / CROSP: 84581
    Odontopediatria e OFM

  • Informando sobre Odontopediatria e OFMAbrir ou Fechar

    A Importância da Odontopediatria

    A Odontopediatria é a especialidade pela qual a criança tem o primeiro contato com o dentista. O atendimento clínico deve ser dirigido à prevenção, educação, motivação e acompanhamento periódico para obtenção da saúde bucal do nosso “pequeno” paciente.

    A atuação inicia-se com a gestante, orientando-a quanto aos cuidados com a saúde bucal. Deve prosseguir com o bebê, desde o aparecimento dos primeiros dentinhos, continuando por toda a infância, até a adolescência, fazendo com que o paciente chegue à vida adulta com um sorriso saudável, sem medo do tratamento odontológico.


    Aprendendo a Prevenir

    O odontopediatra atua na prevenção e tratamento da cárie dentária, problemas de gengiva, hábitos bucais (uso prolongado de mamadeira e chupeta, sucção de dedo, respiração bucal), alterações de mordida, dieta e higiene oral. A abordagem é feita interagindo com outras especialidades relacionadas: ortodontia/ortopedia funcional dos maxilares, pediatria, otorrinolaringologia, fonoaudiologia, psicologia, nutrição, obtendo-se uma visão completa do paciente.


    Ortopedia Funcional dos Maxilares

    A aplicação dos conceitos da Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) visa melhorar e equilibrar a função mastigatória, fundamental para obter uma dentição saudável, contribuindo para o correto desenvolvimento da respiração, fala, deglutição e fortalecimento da musculatura orofacial. A atuação precoce previne desequilíbrios de mordida, assimetrias, problemas articulares e de gengiva, prevenindo, diagnosticando e tratando as possíveis alterações já na dentição de leite, evitando o aparecimento de problemas maiores e mais severos na dentição permanente.

    O papel da Odontopediatria e da Ortopedia Funcional dos Maxilares é acompanhar a criança desde o início, realizando orientações quanto à importância do aleitamento materno, alimentação de transição, dieta adequada e cuidados com as estruturas orofaciais (dentes, gengiva, arcadas dentárias, musculatura associada).

    O regime alimentar atual (alimentos pobres em fibras, industrializados, de textura pastosa, “fast food”, cariogênicos) é o grande responsável pelo quadro de alterações oclusais (de mordida) que encontramos já precocemente nos pacientes infantis (atrofias, desequilíbrios funcionais e de desenvolvimento, apinhamentos dentários). A falta do estímulo mastigatório correto vai acarretar um desequilíbrio no sistema estomatognático que se agrava com a idade, caso não haja nenhuma intervenção.

    A atuação precoce previne desequilíbrios mastigatórios, assimetrias de desenvolvimento, disfunções articulares (DTM) e problemas periodontais (de gengiva), diminuindo ou simplificando a necessidade futura de uso de aparelhos ortodônticos.

    O conhecimento e aplicação dos conceitos da Ortopedia Funcional dos Maxilares visa melhorar a função mastigatória, fundamental para o desenvolvimento de uma dentição saudável e equilibrada, contribuindo para o correto desenvolvimento do sistema respiratório, fala, deglutição e fortalecimento da musculatura da cabeça e pescoço.

    A resposta ao tratamento na primeira etapa da vida (bebê ao adolescente) é bastante gratificante, pois a criança está em constante crescimento e desenvolvimento, apresentando estruturas maleáveis, mais simples de corrigir, evitando que alterações funcionais iniciais tornem-se esqueléticas no adulto.

  • Reabilitação Neuroclusal (RNO)Abrir ou Fechar

    O Regime Alimentar Civilizado (alimentos pobres em fibras, industrializados e de textura pastosa) é um dos grandes responsáveis pelo atual quadro da condição bucal de nossos pacientes infantis, que muito cedo já apresentam atrofias, desequilibrios funcionais e alterações de desenvolvimento. A mastigação humana deve ser equilibrada e funcional, ocorrendo de forma bilateral e alternada (mastigando dos dois lados alternadamente).

    Os movimentos mastigatórios podem ser clinicamente avaliados por meio de movimentos de lateralidade da mandíbula, para esquerda e direita. O ideal é que o deslizamento seja igual de ambos os lados. A implicação de serem distintos é acarretar maloclusões (alterações na mordida pela presença de Mastigação Unilateral Predominante: DMU) como assimetrias faciais, desvio da linha mediana, mordida cruzada posterior unilateral, etc.

    Cabe ao odontopediatra detectar precocemente as maloclusões na primeira dentição (dentes de leite), tratando-as adequadamente por meio de desgastes seletivos, com ajuste oclusal e/ou acréscimo de material, as chamadas pistas diretas planas, e uso de aparelhos ortopédicos funcionais, visando reestabelecer o equilíbrio oclusal e das estruturas da face. Com essa ação precoce, evita-se que alterações funcionais tornem-se esqueléticas no decorrer do desenvolvimento da criança.

  • A prevenção da Respiração Bucal e a RNOAbrir ou Fechar

    As principais características da criança respiradora bucal são: obstrução nasal, palato duro “céu da boca” profundo, atresia dos maxilares, boca entreaberta, falta de selamento dos lábios, maloclusões “problemas de mordida”, alterações de postura.

    Muitas vezes a Respiração Bucal está associada à hipertrofia de adenoídes e amígdalas, com ou sem rinite alérgica, podendo acometer entre 20 a 40% da população pediátrica geral.

    Além das questões físicas presentes, fatores psicológicos, pedagógicos e sociais se envolvem no processo de aprendizagem e relacionamento da criança com problemas respiratórios / de sono.

    A Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM), com ênfase na Reabilitação Neuroclusal (RNO), atua no crescimento e desenvolvimento das bases ósseas e o paciente deve ser diagnosticado e tratado logo na primeira infância.

    A prevenção do estabelecimento dessas alterações é sempre a melhor solução.

    Para haver estímulo adequado da respiração / mastigação, a amamentação é de grande importância pois auxilia no estabelecimento da correta respiração nasal no primeiro ano de vida.

  • A importância do diagnóstico correto no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) nas crianças Abrir ou Fechar

    O TDAH é um transtorno de início na infância, com alta prevalência em todo mundo, variando de 3 a 18%. É uma doença neurocomportamental crônica comum em crianças na idade escolar. Existem alterações em algumas regiões do cérebro e no seu funcionamento. Seu tratamento envolve acompanhamento psicoterápico e medicamentoso, necessitando de um diagnóstico preciso.

    O TDAH é caracterizado por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade, que torna a criança mal adaptada e com relacionamento social / comportamental prejudicados.

    O processo de diagnóstico é complexo e há comorbidades (outras doenças) associadas. Deve ser realizada avaliação com pais ou responsáveis; avaliação na escola; avaliação complementar com outros profissionais; aplicação de escalas padronizadas e avaliação da criança /adolescente.

    Pode-se deparar com crianças com sintomas do TDAH mas que apresentam outra causa como: retardo mental leve, autismo infantil ou distúrbios respiratórios e de sono. A Respiração Bucal e a Apnéia Obstrutiva do Sono apresentam características comportamentais muito semelhantes às do TDAH, porém com enfoque de tratamento bastante distinto.

    Há a importância de uma equipe multiprofissional para fazer o correto diagnóstico incluindo: neuropediatra, psiquiatra, psicólogo, psicopedagogo, otorrinolaringologista, cirurgião-dentista e fonoaudiólogo.

    Após correto diagnóstico e tratamento, os pacientes apresentam melhora no desempenho acadêmico, no relacionamento social e na autoestima.

  • Traumatismos DentáriosAbrir ou Fechar

    Situações de emergência envolvendo a boca e os dentes quase sempre se transformam em experiências dramáticas para pais e crianças. As estatísticas mostram que cerca de 12 a 20% das crianças e adolescentes passam, de alguma forma, por essas situações de emergência. Por isso, é importante estar preparado para se ter a atitude correta num momento desses.


    • Cortes e sangramentos:

    Quando uma criança sofre um traumatismo que provoca corte ou sangramento, deve-se colocar no lugar, sobre o ferimento, uma compressa de gaze ou pano limpo e pressionar bem, para que o sangramento seja controlado. Muitas vezes, é necessário suturar o ferimento, para que a cicatrização se processe de maneira adequada, devendo procurar um pronto-socorro. Logo que for possível, deve-se consultar um dentista.


    • Os primeiros passos de uma criança:

    Os acidentes mais comuns que ocorrem na dentição de leite são os que envolvem bebês e crianças que estão aprendendo a andar. O dente amolece em seu alvéolo ou é deslocado de sua posição original, podendo se deslocar para dentro do alvéolo (intruir) ou descer, dificultando o fechamento da boca. O odontopediatra deve ser consultado, para que a extensão do dano seja avaliada. É preciso radiografar o dente e observar por um período determinado. O profissional deve também orientar os pais sobre os cuidados a serem tomados na área afetada, assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente.


    • Mudança de cor do dente que sofreu traumatismo:

    É comum ocorrer, após alguns dias do acidente, uma mudança de cor, um escurecimento da coroa do dente. Essa mudança pode se perpetuar; nesses casos, quase sempre há perda de vitalidade do dente, e um tratamento de canal se faz necessário (dentes permanentes).

    Nos dentes de leite, nem sempre uma mudança de cor da coroa significa perda da vitalidade e, em muitos casos, a cor poderá retornar, ao seu normal. O odontopediatra deve ser consultado, para ser feito o acompanhamento clínico e radiográfico adequado.


    • Dente fraturado:

    É comum a fratura de um ou mais dentes em conseqüência de um traumatismo. Além disso, muitas vezes, pode ocorrer que o nervo do dente se danifique.

    Deve-se sempre consultar o dentista, para que ele possa avaliar a extensão do dano, tratar a fratura e prevenir eventualmente problemas da vitalidade futura do dente.

    A melhor maneira de se evitarem fraturas nos dentes é preveni-las; assim, no caso de esportes, como andar de bicicleta, andar de "skate", basquete, vôlei, jogos de futebol ou "rugby" e outros esportes coletivos, é importante o uso de protetores bucais.


    • Perda total de um dente:

    Em certas circunstâncias, como impactos horizontais, é comum acontecer um deslocamento total do dente (avulsão).

    É essencial que determinadas condutas sejam adotadas imediatamente, para que se aumentem as chances de salvar esse dente.

    Se o dente for de leite, a colocação deste de volta em seu lugar não é indicada; a probabilidade de sucesso é mínima e pode prejudicar o permanente.

    No caso do dente permanente, o reimplante é indicado. Para que se obtenha sucesso no reimplante, é necessário:

    Manter a calma e fazer a criança morder uma gaze ou um pano limpo, com pressão para que se possa controlar o sangramento.

    Ache o dente.

    Pegue o dente somente pela coroa. Não toque na raiz.

    Resíduos devem ser cuidadosamente retirados do dente com soro fisiológico mas sem esfregar o dente.

    Coloque o dente de volta no seu lugar (no alvéolo) na boca da criança. Não se esqueça: a parte côncava do dente é do lado de dentro da boca. Faça a criança morder uma gaze ou um pano limpo, para que o dente se mantenha na posição. Procure imediatamente um dentista.


    Se você não conseguir colocar o dente em sua posição, mantenha-o em uma solução de soro fisiológico ou mesmo em água filtrada e procure imediatamente um dentista. O resultado final de um reimplante depende muito do período que o dente ficar fora do alvéolo e da conservação do mesmo nesse período. O dente deverá ficar fora de seu alvéolo o menor tempo possível.


    O dente reimplantado deverá ser "fixado" pelo dentista em sua posição e ter o seu canal tratado; mesmo assim, com o decorrer do tempo, poderá haver diminuição do tamanho de sua raiz (reabsorção). O tempo médio da permanência de um dente reimplantado na boca é de 1 até 5 anos, podendo ser mais. Nos casos de insucesso e perda do dente, novas condutas devem ser tomadas no momento oportuno.


    Dra Renata Egydio de Carvalho

  • Prevenção e diagnóstico precoce do Câncer Bucal Abrir ou Fechar

    Segundo estatísticas do Instituto Nacional de Câncer, a incidência do câncer de boca ocupa o quinto lugar no sexo masculino e o nono no feminino. O câncer bucal tem cura principalmente quando identificado e tratado no início.

    Fatores como vício do cigarro e consumo regular de bebida alcoólica favorecem o aparecimento do câncer de boca. Quando esses dois hábitos estão associados o risco de desenvolver a doença aumenta em 30 vezes. No câncer de lábios a exposição solar é o principal fator, seguido do fumo.

    O câncer bucal pode aparecer com uma úlcera “ferida” que não doi e não cicatriza, crescendo continuamente. Feridas na boca que não desapareçam em até 21 dias precisam ser avaliadas pelo cirurgião-dentista. Pode aparecer também como manchas (brancas, vermelhas e/ou pretas) ou aumento de volume (“caroços” ou “bolinhas”).

    A principal forma de se detectar precocemente é pelo autoexame da boca, devendo em seguida consultar o cirurgião-dentista que irá realizar a biopsia quando necessário. Se o diagnóstico for positivo, o cirurgião-dentista encaminha o paciente para tratamento com médico oncologista para cirurgia e/ou quimioterapia/radioterapia.

    No autoexame da boca, posicione-se perante o espelho em local iluminado e verifique: lábios, língua e suas bordas, assoalho bucal (embaixo da língua), gengiva, bochechas, palato “céu da boca”, amígdalas. Lembre-se: a prevenção e o diagnóstico precoce são a melhor solução!

  • Esclareça dúvidas sobre Clareamento DentárioAbrir ou Fechar

    O clareamento dentário é um tratamento realizado pelo cirurgião-dentista para clarear os dentes naturais. Os géis clareadores não agem em coroas (próteses) e restaurações. O clareamento é um tratamento estético indicado para dentes escurecidos pelo uso frequente de produtos e alimentos como: café, chá preto, vinho tinto, fumo ou podem ocorrer alterações de cor ou manchas devido a causas genéticas, traumatismos dentários, tratamento de canal, uso de antibióticos do tipo tetraciclina e derivados na fase de formação do dente, além de restaurações de amálgama de prata.

    Existem condições desfavoráveis para realização do clareamento: dentes ainda não totalmente erupcionados; retração gengival e sensibilidade dentinária excessivas; presença de cárie dentária e restaurações mal adaptadas; inflamação gengival e cálculo dentário.

    A consulta com o cirurgião-dentista é fundamental para correta avaliação da necessidade de realização de tratamentos prévios ao clareamento. De acordo com as características clínicas e individuais de cada paciente o profissional indicará a melhor técnica para cada caso.

    Seguindo as recomendações do cirurgião-dentista o paciente obterá saúde bucal e um sorriso belo e harmonioso!

TELEFONES / FAX: (55 11) 3287-7512 - 3285-0405

Todos os direitos reservados - copyright © 2012 - Gioia Odontologia Multidisciplinar
Desenvolvido por: ContactoNET